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Veja, no Portugal em Directo (RTP1) de 20 de Novembro de 2009, as intervenções do Grupo de Habitantes e Amigos da Freguesia de São João dos Montes e do vereador da Cultura da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, João de Carvalho, a propósito das Linhas de Torres no concelho de Vila Franca de Xira. Conheça o que se faz, o que não se faz. E também o que se devia fazer.

Vida Ribatejana, 18 de Novembro de 2009

Apesar de tudo, há interrogações que se mantém sobre aspectos fundamentais. Em primeiro lugar, a inexistência de um plano de execução público das intenções divulgadas pela autarquia. Ou seja, é dito aos munícipes que tudo se resolverá, sem que saibamos se será no próximo ano ou daqui a uma década, quando eventualmente as intervenções de conservação talvez já não sejam infelizmente necessárias. Existirá concretamente cabimento orçamental previsto para as obras urgentes?

Depois, não sabemos ainda em que moldes se fará a gestão do espaço depois do anunciado protocolo com a associação de agricultura biológica Agrobio. Será que a população e os visitantes passarão a ver limitado o usufruto da Quinta Municipal, propriedade pública?

E, sobretudo, continuam sem resolução algumas das mais importantes reivindicações: a elaboração de um programa sustentado de dinamização e valorização cultural do conjunto; soluções para uma piscina descoberta que sirva a freguesia e para o espaço desportivo em Subserra; a resolução do grave problema ambiental, urbanístico e patrimonial suscitado pela entrada em vigor do novo PDM.

Grupo de Habitantes e Amigos da Freguesia de São João dos Montes

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Moradores alertam para ermida em risco

Jornal de Notícias, 18 de Outubro de 2009

Um grupo de moradores de São João dos Montes, vizinhos da ermida de São Romão, em Vila Franca de Xira, alertou a Câmara para a degradação do imóvel, mas a Autarquia alega que não tem autoridade para intervir.

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O Mirante (online), 17 de Outubro de 2009

A população local está preocupada com o estado de degradação da ermida de São Romão e reclama às autoridades responsáveis (Patriarcado de Lisboa e poder político local) que recupere aquele património. Ana Lopes, moradora local e guardiã das chaves da ermida, considera que a recuperação do edifício é da responsabilidade do Patriarcado mas entende que câmara e junta também devem intervir. “Se está degradado alguém tem de arranjar. A responsabilidade tem de ser do Patriarcado mas quem podia dar a mão era também a câmara e a junta de freguesia. A missa vai começar para o mês que vem, no primeiro domingo de cada mês e o púlpito está a cair. É perigoso para as pessoas e sobretudo para as crianças”, alertou Ana Lopes.

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Vida Ribatejana, 23 de Setembro de 2009

“As autarquias parecem desresponsabilizar-se deste património, promovendo uma verdadeira negligência activa”, sustenta do comunicado do GHASJM, afirmando que, apesar das “pontuais intervenções efectuadas noutros sítios do concelho, as freguesias rurais “têm sido ostensivamente ignoradas” e que municípios como Mafra e Sobral de Monte Agraço têm feito mais neste domínio.

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Vila Franca promete medidas contra abandono

Público, 20 de Setembro de 2009

Autarquia responde a críticas de habitantes

Vila Franca promete medidas contra abandono

Por Jorge Talixa

Grupo de habitantes de São João dos Montes critica degradação, mas autarquia garante que está a investir 470 mil euros na rota das linhas de Torres

O Grupo de Habitantes e Amigos de São João dos Montes critica o estado de abandono e degradação a que afirma que tem estado votada a maioria dos fortes e redutos das linhas de Torres existentes no concelho de Vila Franca de Xira. A autarquia garante que, depois de várias acções de limpeza e de tentar classificar 12 fortificações, está também a investir cerca de 470 mil euros na recuperação dos principais fortes e na criação de centros interpretativos e de percursos pedestres.


A área do município de Vila Franca de Xira teve um papel importante na estrutura defensiva das linhas de Torres. Ali foram construídas 35 das 152 fortificações, algumas delas determinantes para a defesa da zona do Tejo. Existem vestígios de boa parte destes fortes e redutos e das estradas militares de acesso. O concelho possui, aliás, um memorial alusivo, denominado Monumento de Hércules, instalado no final do século XIX numa encosta sobranceira a Alhandra.


Agora, o grupo de cidadãos de São João dos Montes lamenta o estado de “negligência” a que estão sujeitas muitas destas estruturas. “Encontram-se invadidas por matagais, em grave risco de incêndio. São evidentes os vandalismos, os depósitos de lixos, a circulação desregulada de veículos de grande porte e o risco de derrocadas”, sustenta um comunicado, divulgado após uma recente visita a fortes na Freguesia de São João dos Montes.


O arqueólogo Rui Coelho, membro do grupo, disse que vários fortes “estão a ser completamente engolidos pelo mato, com riscos de incêndio e de derrocadas”. Rui Coelho classificou a situação como “uma vergonha” e sublinhou que “não existe qualquer protecção, nem controlo de trânsito, e passam jipes por cima de calçadas históricas”.


“Choca-me particularmente o facto de as estradas militares não estarem sequer referenciadas no novo Plano Director Municipal”, acrescentou, frisando que noutras áreas do município haverá antigas fortificações “ameaçadas por urbanizações”. Maria Conceição Santos, vereadora da Cultura, admitiu que a câmara, “não tendo capacidade para intervir de uma vez só em todas as fortificações”, participa na plataforma intermunicipal.


“Com muita pena nossa, dos seis milhões de euros de que estávamos à espera resultou um milhão e pouco, o que obrigou a reformular várias intervenções.” A autarca garantiu que vai ser lançado nos próximos dias o concurso para a obra de recuperação do forte 38 (cerca de 340 mil euros), no centro da vila do Forte da Casa, onde será criado um museu em torno do paiol e um centro interpretativo. “Fez-se uma desmatação, é preciso fazer regularmente novas desmatações e não podem ser feitas com máquinas. O património não está esquecido, mas tem que ser um trabalho faseado”, prosseguiu Conceição Santos, lembrando que todas estas intervenções carecem de articulação com o Ministério da Defesa (tutela as estradas militares) e com o instituto de gestão do património (Igespar).

Público, 20 de Setembro de 2009

Fundos europeus

Dois milhões para uma rota histórica e cultural

As intervenções programadas para os seis municípios fazem parte do projecto Rota Histórica das Linhas Defensivas de Torres Vedras, promovido pela plataforma intermunicipal e apoiado em cerca de dois milhões de euros pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu-EEA Grants, com fundos da Noruega, Liechtenstein e Islândia. Até 2011 serão criados seis centros de interpretação (um em cada município), intervencionados 32 fortes, 19 unidades de acompanhamento e dois postos de sinais. Para além da limpeza do coberto vegetal em estruturas de todos os concelhos, o plano intermunicipal contempla intervenções arqueológicas nos fortes do Alqueidão e Novo (Sobral), do Cego e da Carvalha (Arruda) e da Casa (Vila Franca). Em relação às críticas de abandono nos fortes da Freguesia de São João dos Montes, Maria da Luz Rosinha, presidente da Câmara de Vila Franca, prometeu acções de desmatação nas próximas semanas nos casos “mais complicados”. L.F.S./J.T.

As Linhas de Torres na região

A secção local de Lisboa do Público traz hoje um dossiê sobre os investimentos feitos nos concelhos de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras para a investigação, recuperação e valorização das Linhas de Torres. Dois séculos depois, as populações locais e os visitantes podem usufruir deste património, desta feita para fins pacíficos. E em Vila Franca de Xira, para lá dos números e promessas lançadas pela autarquia? Muito pouco. Que sirva a leitura destes artigos um bom ponto de comparação sobre o que anda a ser feito.

O Mirante, 17 de Setembro de 2009

O abaixo-assinado pela preservação da Quinta as Subserra promovido pelo Grupo de Habitantes e Amigos de São João dos Montes conta até agora, com perto de 300 assinaturas. Cerca de um mês depois de ter começado a circular entre população, o documento, que defende a classificação da quinta como imóvel de interesse municipal e a sua preservação está a mobilizar quem passa na freguesia. “Temos assinaturas de visitantes de outros países, que depois de verem a quinta ficam encantados com o seu potencial e querem que ela volte a ser como foi” (…). O Grupo de Habitantes e Amigos de São João dos Montes é um movimento informal, fundado em Junho deste ano, que tem defendido a preservação de monumentos históricos daquela freguesia. Os cidadãos têm apontado baterias, desde a sua criação à recuperação e valorização da Quinta da Subserra, da Ermida de São Romão, e mais recentemente dos Fortes das Linhas de Torres.

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O Mirante, 17 de Setembro de 2009

“Não se percebe como é que a Câmara Municipal não actua sobre esta situação. Isso mostra um grande desinteresse da autarquia por este tipo de património”, afirmou, sobre as fortificações do século XIX. Em comunicado, o grupo acrescentou que as Linhas de Torres “foram um marco decisivo para a vitória dos aliados nas guerras napoleónicas, constituindo um importante património internacional”, não compreendendo a “negligência em que agora se encontram”. “Por outro lado, são evidentes os vandalismos, os depósitos de lixos, a circulação desregulada de veículos de grande porte e o risco de derrocadas”, lê-se.

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